sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Libertada


'A noite começa se aproximar
E penso em cada detalhe do meu passado
Vejo que minha pele está grossa
Estou cada vez mais forte


A solidão me devorou
Meu corpo com sangue
Vaza os que restou da dor
E disso me mostra guerreira


Te agradeço por me deixar invulnerável
Te agradeço por me deixar forte
Te agradeço por ser idiota
Foi pelo seus erros que me fez crescer


Caí sempre, cada queda me tornei maior
Isso me faz querer pular cada obstáculo
Renasci com os seus venenos
Venenos que lhe trouxe a visão


Foi por todas as coisas
Que me mostrou do que sou capaz
Agora sou fria como gelo
E sei que tudo na vida é um jogo para mim.' 

Por Lok's Slave

Immortal


Esse é o nosso mundo
Ignorando cada absurdo o que os outros fazem
E você nunca saberá quem sou
Sei que estou tão perto da morte
Que chego a ficar fria


Eu posso lembrar de tudo que aconteceu
Mas você nunca se lembrará dos erros que cometeu
Mal sabe que seus erros são imortais
Apesar de tudo eu ganhei de você
Estou mais livre de você


Tenho uma fera dentro de mim
E não consigo controlar
Cada vez mais meu corpo sangra
Como se o lobo estivesse me rasgando
Alma de ' bruxo ', sede de vampiro e raiva de lobo
Os que fazem parte de mim
Que ninguém acreditará


Só ' ele ' que pode me libertar
E ninguém vai tirar o meu rancor
A minha veia pulsa por excitação por fogo
E sei que posso gritar e nunca vencer.

Por Lok's Slave

Carrossel



É noite! As nuvens correm velozes
Nos céus escuros, escusos, ferozes
Há um fogo que arde
Um sentimento que parte

Uma verdade que foge

Na busca ele se perde
E a ilusão se repete
Em céus escuros,
Escusos, ferozes
Sombrios

É noite! As sombras consomem
No quarto do homem

As vidas, almas - o homem

Não há nada - ninguém - em casa
O fogo arde em brasa
No mais profundo
No mais imundo

De seu coração

É noite! E o homem parte
Reparte
Desaba

As nuvens correm velozes
Nos escuros, escusos, ferozes
Becos o homem caminha

E o homem caminha - mira o céu
De nuvens ferozes
Velozes
E ele - enfim - entende que a vida
É um carrossel

O homem calado
Assustado
Ainda caminha

Caminha

É noite! Uma noite real
Igual
Às noites de todos os dias

E o homem caminha
Em nuvens velozes,
Algozes
Ferozes
Que correm
Percorrem
O céu infinito

O homem caminha

Espia o céu
Seu carrossel
Sua verdade perdida.

E o homem - caminha
Sua voz
Feroz
Pode - enfim - dizer

Mas o homem - Ainda
Ainda não sabe
Não sabe como
Se pode fazer

O homem caminha
Nos céus - Céus!
As luzes novas - irmãs
De uma manhã
Renovam
As buscas do homem

É dia! O homem caminha
De volta a seu mundo
Imundo
De Sombras
Velozes
Ferozes
Sozinhas





Por Ewerton H. Marschalk
Postagem original: Poermas e Contos Góticos